O reflexo do país…

O que assistimos em Guimarães neste fim de semana e que já tinha começado no dia anterior em Braga, não é mais do que o reflexo deste país.

Enquanto continuamos a assistir ao desfile de criminosos a serem ilibados, bajulados e elevados a heróis, no reino animal é isto que acontece.

O “pobom” acha-se num país sem rei nem roque, faz o que bem lhe apetece e aquilo a que pode aspirar é que lhe seja feita a justiça que foi feita aos outros.

Assistimos a desportistas a agredir pessoas na bancada, assistimos a bichos na bancada a agredir jogadores com bolas de golfe e tudo o mais que lhes provenha, quando assistimos a petardos nos estádios, assistimos a adeptos a fugir de bichos e a terem de se refugiar atrás de uma baliza (acabando por verem o seu clube multado por isso), assistimos a bichos a incendiar estádios, assistimos a corruptos a andar em ombros, assistimos a árbitros a errar propositadamente e a passarem impunes, assistimos a Autarcas corruptos a passarem impunes, assistimos a Governos a atropelar consecutivamente a mais sagrada das “leis”, a nossa Constituição, o que é que esperam que do cidadão comum?

Nada mais do que a impunidade.

Por muito que a adeptos dos outros clubes custe a acreditar, a verdade é esta: bem ou mal, os únicos que tem sido condenados pela justiça, são adeptos do Benfica, desde o adepto que invadiu o relvado, passando por um ex-presidente, até ao já distante (mas sempre presente) criminoso que assassinou um adepto do Sporting, a grande maioria deles acaba condenada. Pode-se discutir se foram bem ou mal condenados, se a pena foi curta ou justa, mas o que é certo é que foram condenados. Se eles posteriormente fugiram da cadeia ou conseguiram entrar num estádio, isso já não é um problema do funcionamento da justiça, mas sim da execução da mesma.

O mal desta sociedade é que as bases, na sua maioria das vezes, tem critérios de justiça diferentes, mediante as suas cores clubísticas, religiosas ou partidárias.

Há muito que a justiça deixou de ser cega. A ciência evoluiu e agora já é possível colocar cegos a ver e assim sendo a justiça passou a conhecer a cor do dinheiro.

Quer as autoridades deste país, quer os dirigentes de grande parte dos clubes em Portugal, estão à espera que se repita o que se passou na fatídica tarde no Jamor.

Acima de tudo, isto é um problema de sociedade. Uma minoria sobrepõe-se a uma maioria, porque a maioria quer. Os verdadeiros adeptos de futebol permitem que isto aconteça nos estádios e o cidadão comum, assumiu que corromper, ser corrompido e contornar a Lei é uma questão, na de criminalidade, mas de inteligência e quando assim é então o país está como quer.

Da minha parte, só vou ver jogos do Benfica ao meu estádio, ao da Luz, poderia ter ido ver o Benfica B em Matosinhos, mas não me sinto seguro em lado algum. Ainda a semana passada houveram confrontos entre os adeptos do Leixões e a policia, em Braga.

Esta espiral vai acabar mal está em crescendo e vai acabar mal, vai acabar muito mal.

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