Quase três meses depois

Neste espaço nem sempre escrevo grande coisa, e acho que já o disse antes, mas normalmente escrevo para mim. Se tenho leitores, melhor ainda, se não partilharem da minha opinião, temos pena, pensem que é recíproco.

Contudo às vezes escrevo algumas coisas que dão que pensar e às vezes até dou numa de adivinhar.

Por isso, neste post vou apenas recordar o que disse a 9 de Dezembro de 2012, num post que intitulei de:

Será o fim do futebol português?

Os motivos que levaram o Boavista a descer de divisão, são motivos que levariam quase todos os clubes, todos os meses a descer de divisão. Coação a árbitros. No sentido literal da expressão, qualquer coisa pode ser entendida por coação a uma pessoa, até uma simples indicação pública da falta de categoria de um árbitro. E no caso dos jogos em causa, parece ser evidente que a coação que foi provada não resultou porque o Boavista empatou um dos jogos em causa, com o Cargueiro de Coimbra e perdeu outro com o Benfica por 3-2.

Não estou a justificar, nem a perdoar a coação, o que pretendo debater é de que forma isto é mais grave do que dizer publicamente que determinado árbitro é mau, que vê mal, que roubou, que mais vale entregar as faixas, etc.? 

Mais importante ainda, que diferença faz entre ligar a árbitro na tentativa de o coagir e receber árbitros em casa, nomeadamente antes dos jogos que ele vai apitar do clube desse mesmo anfitrião? Qual a diferença entre ligar a um árbitro na tentativa de o coagir e enviar café com leite e fruta ao hotel onde o árbitro do jogo está instalado?

Então porque motivo um dá direito a descer de divisão e a outros dá direito a perda de pontos, que nem fazem diferença nenhuma no campeonato em que são aplicados? É mais grave tentar coagir alguém do que tentar comprar e ser comprado? Quando no final o objetivo é exatamente o mesmo? É uma questão filosófica e legal, para a qual só estou a colocar questões e a dar a minha opinião. Não estou a tentar ser o detentor da verdade.

Por isso e tendo em conta o panorama português, o resultado deste caso só poderia ser este. E acreditem que isto não é uma questão da FPF (foram os tribunais civis que decidiram), porque isto para quem lá está não é um bom resultado, o renascer do Boavista não é bom para o CRAC. E espero que este resultado deste mega processo seja mesmo o de enterrar por completo a FPF e fazer rolar cabeças atuais e passadas.

As minhas questões na altura, são as que estão agora na “Berlenga”, menos uma. A única questão que ainda ninguém fez, pelo menos publicamente: Porquê João Loureiro?

Pessoalmente espero voltar a ver um Boavista à antiga, daqueles que me orgulhava e do qual teve direito a sangue da minha própria família  Espero ver um Boavista com a espinha dorsal intacta e a olhar por si próprio.

E uma coisa vos posso dizer, dos sócios do Boavista é só isso que eu espero e é isso que eu sei que eles são, intactos. Nos sócios do Boavista há Boavisteiros. Haverá meia dúzia, onde eu me incluía (sócio do Boavista, mas adepto de coração do Benfica) que fui sócio porque tinha ligações familiares ao clube e porque era o meu bastião anti corruptos na cidade do Porto, e igual a mim haveriam mais alguns. Era ali, que em novo, me sentia integro e só com a chegada do João Loureiro perdi esse sentimento. Haverão outros que serão também adeptos dos corruptos (mas serão muito menos).

Por isso, o meu receio é saber qual é o rumo que o atual presidente do clube, que curiosamente é o mesmo que o levou à descida de divisão, vai dar ao clube.

A ver vamos.

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