Nos bastidores

Vejo que há pessoas desinformadas sobre o caso do Boavista, eu até compreendo, mas eu vou tentar esclarecer um pouco e tentar esquecer que o atual presidente do Boavista é o mesmo que levou o Boavista a ser condenado da primeira vez.

O que está aqui em causa, é que a FPF não fez mais do que aquilo a que foi obrigada, pelos TCAS (Tribunal Central Administrativo do Sul), que rejeitou o recurso da FPF depois de já anteriormente ter sido decretada a anulação da reunião que castigou o clube corrupto e o Boavista.

Ora o que está aqui em causa, é que a coisa começa muito atrás, quando os tais elementos da FPF decidem sair da reunião que condenou ambos os clubes, o que levou mais tarde a que os tribunais decretassem essa reunião como inexistente e por conseguinte o que dali resultou também teria de ser considerado nulo.

Agora o que resulta daqui é que as deliberações da reunião teriam de ser reapreciadas, TODAS! Incluindo as que dizem respeito a corrupção.

Será que a FPF queria levantar essa lebre de novo? Ou esta comunicação de que

Eu não sou juiz, advogado, nem sequer jurista, mas eu não me recordo da FPF ter recorrido da decisão do Tribunal em relação à anulação da reunião e consequente anulação do castigo no caso dos corruptos, no entanto esgotou todos os recursos no caso da condenação do Boavista.

Para mim, essa decisão de recorrer no caso do Boavista só tem uma de duas explicações: a FPF tentou ou acabar com o Boavista (ou deixar que ele desaparecesse por execuções fiscais) ou adiar a mais que certa milionária indemnização que irá ter de pagar.

Recorde-se que o Boavista, ao contrário do que se tem propagado, não foi condenado por corrupção, mas sim por coação. A tentativa de corrupção, sim porque apesar de haverem árbitros em casa do corrupto, só foi dada como tentativa, deu direito a perda de pontos, enquanto a coação deu direito a descida de divisão.

O grande problema foi a dita reunião e a forma apressada como o tal vice-presidente desapareceu da reunião, permitiu que não só os corruptos vissem o seu castigo retirado, mas por outro lado anulou também a decisão no caso do Boavista.

Isto é tudo muito mais complicado do que aparentemente parece. O Boavista foi utilizado como bandeira para tapar os corruptos que efectivamente deveriam ter sido castigados.

Por isso, a FPF só tinha duas soluções: ou repetir a tal reunião e debater os castigos que estavam na mesa, nomeadamente o da perda dos pontos do clube corrupto, que uma vez que foi revogada na altura, teria efeitos na próxima reunião (caso fossem novamente condenados pela justiça desportiva), ou arranjar maneira de não repetir a reunião e arranjar esta desculpa da prescrição.

Isto sou eu a pensar, mas como falamos da justiça portuguesa, provavelmente haverá aí um “mas” de 72h que fará toda a diferença e tornará inocente o mais sanguinário criminoso.

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