As eleições

Antes de mais quero deixar bem patente que fiquei contente e orgulhoso, por me ter enganado quando às previsões que fiz neste post. Tirando um ou outro incidente pontual, os Benfiquistas souberam portar-se à altura.

Quanto ao resultado das eleições, apesar de não ter ganho o candidato em que votei, o resultado já era mais ou menos esperado e os Benfiquistas que votaram no Rangel apesar de desiludidos com o resultado souberam aceitar o resultado.

Quanto ao meu “candidato”, seria difícil ele ganhar, até porque mesmo que ganhasse não poderia assumir a Direção, já que o Branco não pode ser eleito Presidente.

Eu sempre pautei as minhas escolhas com base nas minhas decisões e não nas opiniões dos outros. Nunca fui apologista do voto útil, e nunca gostei de campanhas feitas em nome pessoal. Foi isso que aconteceu nesta campanha, debateu-se quem seria melhor, se o candidato A ou o candidato B, infelizmente, poucas ou quase nenhuma vez ouvi colocarem o Benfica em primeiro lugar nos discursos ou mesmo nos debates.

Muita gente ainda não percebeu que há uma diferença entre erguer a bandeira em nome de um candidato ou em nome do bem maior, que é o Benfica.

Eu sempre fui, e sempre tentarei ser, um homem de causas e não de caras. E por isso, nestas eleições, para mim foi muito fácil escolher o meu sentido de voto. Nenhum dos candidatos cumpriu o requisito que eu mais prezo, colocar o Benfica em primeiro lugar.

Se o que lá ficou é melhor do que o que poderia vir a estar, não faço ideia. E a minha convicção é que nenhum deles é melhor que o outro, por isso, qualquer um que ganhasse nunca me deixaria satisfeito. Assim e cumprindo com as minhas diretrizes pessoais e a minha matriz de valores, fiz a minha melhor escolha.

Respeito todos os que votaram na Lista A ou na Lista B, mas respeito muito mais o que votaram em branco. Não porque seguiram o mesmo sentido de voto que eu, mas porque a linha entre votar em branco e não votar é tão ténue para alguns, que só quem vota em branco percebe o significado e o peso que tem votar em branco.  Quem vota em branco, normalmente informa-se, tenta informar-se cada vez mais até ao último dia da campanha.  Por norma, interessa-se por mais do que o superficial e faz o esforço de não se deixar cair na tentação fácil de pender para um dos lados da moda (no sentido matemático da palavra) dos discursos.

Quem vota em branco, tem muitas vezes de ouvir coisas como: “votar em branco é votar no fulano x” (cá está a referencia ao fulano e não ao bem maior) ou “se é para votar em branco não vale a pena ires votar, é igual”. Não é igual e quem vota em branco sabe que não é igual. Pessoalmente fiz 80 kms (40+40) para votar em branco, por isso não me digam que votar em branco que é “votar em fulano” ou “igual a não votar”.

Por isso, fiquei muito orgulhoso pela forma como o processo eleitoral correu, na generalidade.

Obrigado a todos e obrigado ao Benfica, por me proporcionar estes momentos.

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