Ser ou não ser

Eu podia limitar-me a ignorar o que vou lendo na internet e que não me agrada ou podia explorar o assunto.

Optei pela segunda, porque para bom entendedor meia-palavra basta, contudo aceito que para outros seja preciso mais do que isso.

E é por isso, que na biologia há diferentes tipos de animais, uns que admiro, outros que desprezo. Admiro a águia por tudo o que ela representa que no meu clube, quer na biologia. Considerada a rainha das aves, é uma ave imponente que não mostra medo e no ar é ela que se impõe. Por outro lado, o abutre é uma ave que desprezo, e admitindo que haja uma ou outra excepção na família dos abutres, por norma, o abutre é um animal que fica à espera que os outros animais padeçam ou fiquem vulneráveis para atacar.

Claro que um animal que faz da sua vida diária o ataque, não se pode enquadrar num abutre, quanto muito sofrerá de alguma patologia, mas um abutre não ser de certeza.

Agora, toda a minha vida pautei por defender o que acredito, sem ter de andar todos os dias a dizer que “amanhã vai chover”, até que chegue ao dia em que direi, “eu avisei que ia chover”.

Na Engenharia, como medida de previsão, temos sempre presente uma Lei, que todo o Engenheiro conhece e nunca se esquece, que é a chamada Lei de Murphy, que nos diz algo como: “Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará.”

Esta lei é-me muito útil, porque permite-me estar preparado para as alturas em que as coisas correm mal, ter um plano B, sem ter de estar a procurar um culpado específico, para aliviar a minha própria responsabilidade. Já nem vou sequer passar para o plano da gestão de equipas e da importância de dentro de uma equipa não se apontar um culpado (deixo isso para os especialistas em RH).

Porém, mais recentemente descobri a Lei de Clark que diz algo como: “O Murphy era um optimista!”, que também guardo perto de mim, para o que der e vier.

Por isso, pessoalmente, não preciso que ninguém me venha dizer todos os dias que amanhã vai chover ou com a sua adaptação para o futebol, que amanhã o Benfica vai perder, para isso já aturo portistas que cheguem. Já sei que mais tarde ou mais cedo isso irá acontecer. Não me digam é que tenho de desistir da minha confiança e passar a disparar para tudo o que mexe.

Se o meu espírito fosse o de esperar pela desgraça então não era sócio do Maior clube do mundo, não alterava a minha vida para ver os jogos do Benfica e não me dava ao trabalho e ao esforço financeiro para ir ver o Benfica ao meu Estádio da Luz, uma a duas vezes por ano.

E abutres há muitos, há aqueles que apenas querem chegar à carcaça para dizer “presente” (pois só dão umas bicadas), e há os outros que as utilizam para se alimentar e aumentar a sua própria força. E quem ainda não percebeu o impacto que a internet tem, é  por pura ignorância. Já disse várias vezes, que tudo o que é escrito é lido por centenas ou milhares de pessoas e algumas delas com poder para transformar algo que aparentemente é inofensivo, como a discussão na blogosfera, para uma capa de jornal, que os jogadores lêem e a partir daí tirem as vossas ilações ao que pode acontecer.

Não devo nada a ninguém, não nego a discussão, não renego o debate, apoio boas iniciativas e as boas ideias. E acima de tudo amo a democracia. Não posso é com abutres, mas deixo-os andar, não deixam é de ser abutres por isso, também terão certamente o direito à vida e ao seu tempo.

Posto isto, venha a Académica, porque já estou há mais de 12 horas sem ver um jogo do Benfica.

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