Isto não é futebol.

O que se passou no Egipto hoje não é futebol.

Mas infelizmente é isto que acontece, quando a sociedade toma tudo como normal, quando a sociedade acha que a liberdade de expressão não tem limites e quando o “Homem” acha que a sua vontade se pode sobrepor à dos outros.

Não vou falar em castigos ao clube nem ao país, no que respeita ao desporto. O único castigo que peço, é que os culpados, TODOS, sejam responsabilizados e paguem pelo crime que fizeram, ao seu país, aos seus concidadãos e em última instância ao desporto, neste caso ao futebol.

Escusado será dizer, que apesar de estarmos a milhares de Kms de distância, aqui pode acontecer o mesmo. E não me refiro a pequenos actos, refiro-me a situações em grande. Lá como cá, a tensão social é cada vez maior. Compete aos agentes que pairam à volta do futebol, contribuírem para que não possam acontecer cá situações como esta. E quando digo “agentes”, digo, jogadores, dirigentes e essencialmente a comunicação social. Estes principalmente, fazem dinheiro com situações de tensão e por isso, fazem de tudo para as manter. Por isso, e também no sentido de proteger a sua própria saúde, acho que já via tarde, mas sempre a tempo, da Comunicação Social fazer o seu trabalho de forma isenta. Aos dirigentes e jogadores, pede-se que evitem entrar em jogos que alimentem este género de tensões e aos adeptos pede-se o mais difícil: que mantenham a calma.

Pede-se aos adeptos, que façam das tripas, razão (e não coração), para aguentarem a tensão económico-social do país, que façam ouvidos moucos às provocações que vêem por parte dos agentes (entenda-se agente, o que ganha dinheiro com o futebol) e que desfrutem o futebol pelo jogo e que o limitem ao seu círculo. E acima de tudo, pede-se aos adeptos que utilizem o cérebro. PENSEM antes de fazer alguma coisa, PENSEM.

O futebol tem limites. O futebol já serviu para reconciliar países e pessoas, por isso não pode servir para iniciar guerras. A rivalidade tem de ficar dentro do campo e limitada ao desporto, nada mais. A minha liberdade termina, quando eu invado a dos outros. E eu sei do que falo, pois muitas vezes a minha liberdade foi colocada em causa, não por amigos ou familiares, mas por outros. As pessoas tem de ter liberdade para serem do clube que bem lhes apetecer, onde bem lhes apetecer e não podem em lado algum ver a sua liberdade abalada por esse facto.

A história repete-se e o deporto não pode ser uma arma.

Ainda por cima, foi a equipa da casa que ganhou… isto é demasiado revoltante.

Comunicado do S.L.Benfica.

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